11.11.11

Curso: Introdução ao Estudo da Energia Eólica


Curso de Introdução ao Estudo da Energia Eólica, acontece de 18 a 26 de novembro de 2011, no  SENGE-RS.

Frente ao cenário de aumento da demanda energética e limitação na viabilidade do aproveitamento dos recursos existentes, as fontes renováveis de energia apresentam-se como alternativas para o suprimento sustentável do planeta. Dentre estas, a eólica tem crescido substancialmente, pelos fatores positivos que estão agregados, tais como sustentabilidade na geração, inesgotabilidade do recurso, gratuidade da fonte, possibilidade de geração descentralizada, além da geração de emprego e renda.

 Programa:

• Conteúdo Programático 
1. Aspectos Introdutórios, Cenário Mundial e Brasileiro – Evolução e Perspectivas     1. Evolução da Energia eólica, Status Atual e perspectivas da fonte no Mundo e no Brasil 
    2. Cenário Mundial e Nacional da indústria de aerogeradores 
    3. Custos Médios de geração elétrica comparativos com outras fontes; 
    4. Mapas Eólicos continentais; 
    5. Matrizes Energética e Elétrica Brasileira, inserção e avanço da eólica , perspectivas 
    6. Mapa Eólico Nacional e dos Estados (RN - BA - CE – ES – PR e RS) 
    7. Mapa Eólico do RS 
    8. Evoluções recentes infraestruturais e institucionais Brasileiras 
    9. Evoluções recentes, infraestrutura e institucionais Brasileiras relativas à comercialização   da energia eólica; 
   10. Perspectivas 2011-2015 – expectativas e desafios para o avanço da fonte; 
   11. Referências técnicas da bibliografia 

2. Estudo do Vento    1. Circulação global da atmosfera 
   2. Camada Limite Atmosférica 
   3. Fatores que influenciam a velocidade do vento: rugosidade, altura, camada limite, topografia 
   4. Variação do vento no espaço e no tempo: espectro do vento 
   5. Direção do vento – Diagrama Rosa dos Ventos 
   6. Referências técnicas da bibliografia 

3. Tratamento e Avaliação dos Dados de Vento     1. Tratamento estatístico dos dados de vento: distribuição da freqüência, cálculo da velocidade média, histograma, distribuições Rayleigh e Weibull 
    2. Método de determinação da direção do vento 
    3. Extrapolação dados para altura do Hub: Métodos de construção do perfil da velocidade do vento: 
        1.Perfil em Lei da Potência 
        2.Perfil Logarítmico 
    4. Referências técnicas da bibliografia 

4. Avaliação Potencial Eólico de uma área     1. Método de medição da velocidade dos ventos através de medições anemométricas-– Método de Camada Limite – metodologia do Measuring Network of Wind Energy Institutes – MEASNET 
        1. Equipamentos que compõem a torre anemométrica e suas funcionalidades 
    2. Instalação da torre anemométrica 
    3. Calibração dos anemômetros 
    4. Critérios de qualidade da estação-recomendações para obtenção de dados qualitativos do vento 
    5. Fatores que influenciam o perfil da velocidade do vento 
    6. Terrenos Complexos 
         1. Método de Avaliação escoamento em Túnel de Vento de Camada Limite 
         2. Modelos Analíticos de Carga de Vento 
         3.Norma Brasileira-NBR 6123 
         4.Norma Européia-European Wind Code 
         5. Referências técnicas da bibliografia 

5. Princípios físicos e aspectos técnicos     1. Princípio da conversão de energia eólica 
    2. Equação de continuidade 
    3. Potência de um sistema eólico 
    4. Partes principais de uma turbina eólica (rotor, pás, gerador) 
    5. Classificação geral das turbinas eólicas: quanto ao eixo, nº de pás do rotor, tamanho, posição do rotor; 
    6. Controles de potência e rotação: stall, active stall, pitch; 
    7. Referências técnicas da bibliografia 

6. Conceitos Fundamentais 
    1. Curva de potência de um aerogerador; 
    2. Fator de capacidade; 
    3. Coeficiente de potência 

7. Microgeração, Sistemas Isolados, Autoprodutores     1. A viabilidade da geração eólica em pequena escala; 
    2. Eficiência dos agrogeradores de pequeno porte; 
    3. Aproveitamento em terrenos complexos; 
    4. Indústria de microgeração; 
    5. Outros conceitos econômicos para projetos de energia eólica; 
    6. Análise de projetos eólicos em pequena escala e aplicação do modelo de cash flow p/ análise da TIR; 
    7. Referências técnicas da bibliografia 

8. Etapas de um projeto eólico e custos básicos de um projeto eólico no Brasil e em outros países    1. Estudo da concepção do Projeto Eólioelétrico: fatores intervenientes; 
   2. Custos principais: equipamentos; 
   3. Custos secundários: medições, planejamento do projeto, infraestrutura, estradas de acesso, cabeamento interno, reforço e/ou construção de subestação e rede, custo dos bancos; 
   4 Referências técnicas da bibliografia. 

9. Programa Computacional Alwin – parte teórica     1. Exame da funcionalidade e parâmetros empregados no programa; 
    2. Extração de valores dos parâmetros K , rugosidade, velocidade média, temperatura do Atlas eólico e Desenvolvimento preliminar de um projeto técnico em locais individualmente escolhidos pelos participantes; 
    3. Determinação da produção de energia a partir das medidas da velocidade do vento 
    4. Produção anual de energia; 
    5. Prognóstico e verificação da quantidade de energia produzida; 
    6. Análise sob o enfoque de diferentes condicionantes: todos os equipamentos produzidos ou montados no Brasil e variabilidade dos fatores de capacidade; 
    7. Referências técnicas da bibliografia 

10. Comercialização de energia      1. Modelo Institucional Brasileiro; 
     2. Base Legal da Comercialização da Energia Elétrica no Brasil 
     3. Agentes intervenientes(geradores, distribuidores, importadores, exportadores, comercializadores, consumidores livres) 
     4. Ambientes de Comercialização da energia no Brasil; 
     5. Ambientes da CCEAR:Ambiente de Contratação Regulada-A.C.R. e Contratação Livre; 
     6. Aspectos Tarifários de Conexão; 
     7. LEILÕES de comercialização de energia eólica; 
         1. Quadro Resumo Leilões 2009-2010 
         2.Etapas dos Leilões de Compra de Energia; 
         3.Características necessárias na elaboração de propostas para participar dos leilões; 
         4.Cálculo da energia contratada e demais exigências; 
         5.Comercialização de excedentes; 
         6.E xigências técnicas e regulamentares para comercialização energia em leilões; 
         7.Cálculo Garantia Física; 
         8.Energia contratada; 
         9. Comercialização excedentes-Base Legal; 
        10.Leilões Julho 2011:leilão A-3 e Leilão Energia de Reserva 
          5. Referências técnicas da bibliografia 


11. Viabilidade econômica de projetos eólicos        1.Custos e Receitas 
           1.Valores de comercialização da energia eólica no Brasil e comparativo mundo; 
           2.Custos de um Projeto eólico: principais e secundários; 
        2.Políticas de incentivo 
          1.Formas de regulamentação e políticas de apoio de energias renováveis: 
        3.Fontes de Financiamento 
           1.Bancos: condições de financiamento e vantagens para o investidor; 
           2.Bens financiáveis, custos do financiamento; 
           3.Principais gentes financeiros; 
           4.Condições de financiamento aplicadas ao mercado brasileiro; 
        4.Project Finance; 
        5.Riscos do Projeto; 
            4.Referências técnicas da bibliografia 

12. Aula Prática Aula 

      1. Discussão da economicidade do projeto incluindo componentes do custo de capital, termos de financiamento e custos operacionais anuais; 
       2. Desenvolvimento de um fluxo de caixa modelo para análise de um projeto eólico para análise econômica de um empreendimento, empregando método da taxa interna de retorno; 
       3. Desenvolvimento de análises de sensibilidade econômica de um projeto com relação à produção de energia, considerando variabilidades nos custos de produção, no preço de compra e venda de energia, nos custos dos financiamentos, influência dos equipamentos, infra estrutura e outros; 
       4. Estudo comparativo entre a caracterização de sites fornecidos com o emprego do software ALWIN; 
       5. Análise da viabilidade da solução técnica empregada através do método de taxa interna de retorno e desenvolvimento de análises de sensibilidade para variações dos fatores intervenientes: tarifa, taxa do financiamento, custo do equipamento e outros. 
       6. Discussões das soluções adotadas e conclusões. 

13. Visita Técnica: Parques Eólicos de Osório 






10.11.11

Selecionado - Bombeamento por Sistema Fotovoltaico



A Promoção de Práticas Sustentáveis - Santa Maria Pensa Verde?, realizada em setembro de 2011, selecionou três inscritos para veicular suas histórias na TV.

Projeto selecionado e agora apresentado é o Bombeamento de Água por Sistema Fotovoltaico do Colégio Politécnico da UFSM de autoria do professor Cícero Nogueira.

O sistema é aplicável para uso de irrigação e/ou para iluminação de residências.

Assista e inspire-se!

Veja também os vídeos das outras práticas sustentáveis!

Os Seis Erros sobre o Plástico

A ONG da Califórnia, Algalita Marine Research Foundation (AMRF), pesquisa desde 1999 os impactos do plástico nos oceânos e sua cadeia produtiva e faz um alerta:


O Oceâno está se transformando numa SOPA PLÁSTICA

Sua organização e outros grupos científicos marinhos através de seus próprios estudos, acreditam agora que o plástico está aumentando no mundo dos oceânos por cerca de 100% a cada três anos.

Em 2007, Charles Moore repetiu seus estudos com a manta e descobriu que partículas de plástico em sua área de ensaio grande, aumentaram cinco vezes mais em menos de uma década.


Publicaram também material explicativo sobre o plástico, onde encontramos os 6 erros sobre o Plástico:


Seis equívocos sobre PLÀSTICO que são promovidos pelo porta-voz desta poderosa indústria --- O Conselho Americano de Plásticos e da Sociedade da Indústria Plástica.


  1. Plásticos que são depositados nos coletores de lixo marcados para reciclagem são reciclados.

    FATO: A maior parte não é reciclada.
  2. Os plásticos recolhidos pelos caminhões reduzem a quantidade de resíduos plásticos depositados em aterros sanitários.

    FATO: Não reduzem.
  3. As resinas que são produzidas para embalagens, são feitas com substâncias das refinarias de petróleo.

    FATO: A maioria são produzidos a partir de óleo cru e
    gás natural.
  4. Os recicladores de plásticos promovem a sua reciclagem.

    FATO: Os produtores de pellets de resina plástica
    fazem anúncios pagos para promover a venda de plásticos.
  5. Usar recipientes de plástico economiza energia.

    FATO: A maior parte do gasto energético é consumida pelo
    fabricante de plástico. Produzir vidro consome a mesma quantidade de energia que plásticos. No entanto, o vidro reciclado utiliza menor quantidade de geração de energia do material plástico virgem ou de vidro.

  6. Nossas alternativas estão limitadas a reciclar ou desperdiçar.

    FATO: Reduzir o conumo do material é a chave. E é tão simples.


Basta observar este filme foi feito em 2001, a partir de estudos feitos em 1999, para termos noção da realidade. (inglês)


Fiocruz Lança Mapa da Injustiça Ambiental

Mapa interativo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) registra os conflitos envolvendo Injustiça Ambiental no Brasil.


A partir de imagens de satélite vinculadas a ferramenta Google Earth, a ferramenta reúne cerca de 300 casos sobre o assunto, distribuídos em todos os estados.

Através do mapa é possível pesquisar detalhes de cada conflito ao clicar sobre a cidade em que ele se encontra.

Em breve, a proposta será que os próprios internautas possam complementar dados e adicionar novos casos de injustiça ambiental na ferramenta.

Saiba mais sobre o projeto faça e busca por UF ou palavra-chave no site!

Saiba mais:

9.11.11

Pesquisa revela que terra indígena é mais produtiva!


Ouro negro vegetal - Cientista da Embrapa Solos que pesquisa sobre Terra Preta é convidado para participar de consórcio internacional para estudo do bio carvão.


Imagine uma tribo indígena que viveu numa área há milhares de anos. No local, havia o hábito de enterrar todo o tipo de lixo – orgânico e inorgânico. O mundo girou, os milênios passam e, muito tempo depois, onde há a Floresta Amazônica, descobre-se que lá também está um dos solos mais férteis do mundo, as Terras Pretas de Índio, fruto da decomposição de todo aquele lixão que os nossos antigos índios enterraram. 


Hoje, em pleno século XXI, a Empresa Brasileira de Pesquisa Pecuária, por meio da Embrapa Solos, faz parte de um pool internacional de instituições de pesquisa que se dedica a buscar uma forma de reproduzir essa terra tão fértil, num curto intervalo de tempo e de modo economicamente viável. 


De forma paralela, a Embrapa Solos também está estudando outras formas de aproveitamento dos lixões urbanos e rurais e propõe uma utilização mais nobre a este grande problema ambiental e de saúde pública: transformar os lixões em biocombustível e/ou insumo agrícola.


Desde a década de 60, a ciência está estudando formas de aproveitamento e reprodutibilidade das Terras Pretas. Uma das últimas descobertas de utilização do carvão vegetal – presente nas Terras Pretas e fabricado na indústria – é como fertilizante e coadjuvante no seqüestro de gases do efeito estufa. 


Para se ter uma idéia do tamanho do espanto dos cientistas, foi constatado que as Terras Pretas de Índio contêm três vezes mais fósforo e nitrogênio (nutrientes para as plantas), se comparada ao solo comum, sem nunca ter recebido uma dose sequer de fertilizantes. 


Além disso, consegue remover o carbono da atmosfera de modo muito mais eficaz do que qualquer outro tipo de solo (um hectare de Terra Preta pode estocar 250 toneladas de carbono ou mais, em contraponto a 100 toneladas nos solos adjacentes). Diante disso, especialistas acreditam que, quando for possível a ciência reproduzir as Terras Pretas de Índio, haverá uma segunda Revolução Verde – só que desta vez, de uma forma ecologicamente correta. Um verdadeiro “ouro negro vegetal”, que a Embrapa espera que se transforme em um passaporte para a tão desejada sustentabilidade da Agricultura Tropical.


As Terras Pretas dos Índios são encontradas em diversos pontos da Floresta Amazônica, de forma aleatória, geralmente próxima aos rios – locais onde viviam muitas tribos. Estudar as Terras Pretas é estudar uma biomassa resultante da decomposição de todo aquele lixão indígena, relatado no início da matéria.  Aliás, o nome “Terra Preta” tem sua razão de ser. Diferentemente dos solos comumente encontrados, a coloração dessas terras é preta, indicando um alto acúmulo de carvão – ou biocarvão, como também é chamado. 


Principalmente por causa desse carvão que as Terras Pretas têm uma capacidade de captação de carbono atmosférico bem maior do que outros solos. Esse carvão faz parte da matéria orgânica do solo e pode chegar a 7 mil anos de existência, conferindo alta fertilidade ao solo, de forma sustentável. Na Amazônia, há um comércio ilegal de Terras Pretas, que são vendidas como fertilizante. Mas o objetivo da Embrapa não é incentivar a sua exploração comercial pois trata-se de um patrimônio arqueológico, cultural e ambiental. 


A meta da Embrapa Solos é conseguir replicar as Terras Pretas utilizando-se carvões vegetais de diferentes origens para, a partir daí, serem usados como insumo agrícola ou na produção de biocombustíveis. Este é um projeto de rede, que envolve nove unidades da Embrapa e mais seis instituições de pesquisa, sob a coordenação da Embrapa Solos.


Fonte: Extraído do Texto de Elisângela Santos

8.11.11

Como o vinagre se tornou meu “queridinho” na limpeza de casa

Recebemos esta dica por email e compartilhamos na íntegra pela riqueza em detalhes. Agradecemos a gentileza de Lilian S., que é profissional na área de idiomas e dona de casa
Receita de Limpador Caseiro de Vinagre e Laranja


Primeiramente quero compartilhar uma informação inusitada sobre o vinagre, com a qual me deparei anos atrás. “Inusitada” porque nunca mais vi essa informação sendo divulgada, mas para mim ela fez a diferença.



Li que, ao abrirmos uma embalagem de vinagre, ela deve ser mantida na geladeira, caso contrário o vinagre pode se tornar um foco de bactérias. Não lembro mais “onde” li isso, mas lembro que essa informação me chamou muito a atenção, principalmente por ser em inglês, ou seja, provinha de um país de clima mais frio que o Brasil. Sabendo que o calor acelera a proliferação de bactérias, conclui que essa dica é ainda mais importante em país de clima tropical como o nosso.


Assim, passei a seguir a tal dica. Afinal não custava nada, e já tem mais de 3 anos que o FRASCO DO VINAGRE ABERTO tem seu lugar cativo na porta da minha geladeira. De lá ele só sai por alguns minutos para ser imediatamente usado, e para lá ele volta sem mais demora!


Foi bem depois disso, há cerca de um ano e meio atrás, que descobri que o vinagre podia ser usado como uma alternativa saudável na limpeza de casa.


Acredite ou não, o vinagre é um agente de limpeza e desinfetante extraordinário. Hoje existem inúmeros sites na internet com uma infinidade de dicas para os mais diversos usos do vinagre na limpeza de sua casa. Um deles é o How Stuff Works


Minha estréia ao usar o vinagre como item de limpeza foi numa receita simples para limpar vidros e espelhos, onde dizia para misturar vinagre e água em quantidades iguais e usar essa mistura num frasco spray, para facilitar a aplicação. A receita ainda alertava para não usar um frasco usado de produto de limpeza industrializado, pois o plástico não é um material estável e por isso absorve substâncias químicas tóxicas dos produtos com os quais esteve em contato. Por essa razão, preparei a receita num frasco spray “novo” e usei a solução.


Apesar de não gostar do aroma do vinagre ao usá-lo para fazer a limpeza, guardei o frasco com a sobra no armário junto com os outros materiais de limpeza, para continuar a usá-lo posteriormente.


Após um tempo, o bico spray entupiu, e não teve jeito de fazê-lo funcionar novamente! De imediato achei que o bico spray tinha dado problema, e lá fui eu comprar outro frasco borrifador. Quando a mesma coisa aconteceu novamente, me lembrei da informação sobre o vinagre se tornar um foco de bactérias se mantido fora da geladeira após aberto. Então comprei o terceiro frasco borrifador para minha “solução de limpeza com vinagre”, e dessa vez passei a deixar também esse frasco na geladeira (haja espaço!) e bingo! O bico nunca mais entupiu!


Ainda tinha a questão do odor do vinagre, com o qual nunca me acostumei por completo. Apesar desse único inconveniente, continuei usando-o porque o cheiro se dissipa logo, não ficando impregnado no ambiente.


Aliás, com o passar do tempo fui ampliando muito o uso do vinagre como item de limpeza, à medida que ia encontrando e testando novas receitas. A sensação de satisfação ao saber que assim contribuo com a minha saúde e a do meio ambiente, apesar do aroma, sempre foi motivador.


Afinal de contas, deixar de usar os produtos industrializados é um benefício enorme, porque estes são sempre muito carregados de substâncias tóxicas nocivas, as quais, entre outras coisas, liberam vapores tóxicos no ar quando são usados, os quais são levados para dentro do nosso corpo pela respiração.
Leia mais nesse artigo!


Passado algum tempo, descobri uma receia maravilhosa para usar o vinagre de uma maneira mais agradável e até mais eficiente, sem o desconforto com relação ao seu aroma.


Testei, aprovei e divido aqui a receita que fez do vinagre meu “queridinho” na limpeza da casa:


Limpador Caseiro de Laranja


Você vai precisar de:

  • Cascas de laranja (ou de tangerina, ou de ponkan, ou de limão)
  • Vinagre branco
  • 1 vidro alto de conserva, bem lavado e esterilizado com água fervente
  • 1 frasco borrifador novo (também conhecido como frasco spray)
  • Água filtrada (ou água fervida e resfriada)



Modo de preparo:
1. Encha o vidro de conserva com as cascas de laranja. (OBS.: Não é necessário enchê-lo de uma vez só. Cada vez que você comer laranjas, descasque-as antes de consumir e coloque as cascas no vidro. É importante que você use somente as cacas, sem nada da polpa da fruta.)
2. Soque um pouco as cascas para o fundo do vidro e então cubra as cascas com vinagre. Tampe bem o vidro.
3. Coloque esse vidro dentro de um armário escuro, e deixe as cascas imersas no vinagre descansando por algumas semanas, até que o vinagre adquira uma cor laranja dourado e um forte aroma de laranja.
4. Após atingir a cor e o aroma citados, coe o líquido com auxílio de tecido voal, dilua com igual quantidade de água filtrada, e transfira a mistura para um frasco spray novo, para ser usado como um produto de limpeza ecológico.
5. Quando não em uso, guarde o frasco spray com essa solução dentro da geladeira. Como em sua composição só há ingredientes naturais usados normalmente na cozinha, este produto não é nada tóxico e não afetará em nada a saúde de sua geladeira.


Com essa receita, o problema do aroma do vinagre branco puro ficou resolvido. As cascas da laranja conferem um aroma agradável ao preparado. Mas não é só isso. O óleo presente na casca da laranja o torna um poderoso limpador – limpa ainda melhor que vinagre puro. É também um poderoso desengordurante.


Obs: Tenha apenas o cuidado de não usá-lo em itens porosos e de cores claras, os quais poderão manchar com a coloração dada pela casca de laranja (nestes itens é melhor usar o vinagre branco puro). Faça um teste antes numa parte não aparente para ter certeza.


Dicas de usos:
  • Na limpeza de pias, vidros, espelhos, janelas, balcão da pia, fogão, prateleiras da geladeira, etc.
  • Como desengordurante: borrife o vinagre de laranja na superfície engordurada, como fogão, forno ou microondas e deixe agir por alguns minutos. Então, com um pano úmido e um pouco de bicarbonado de sódio, esfregue o local. Caso necessário use o auxílio de uma escovinha ou esponja para antiaderentes (para superfícies que não podem ser “riscadas”). Aguarde alguns instantes e retire com pano limpo e úmido até remover completamente qualquer resíduo.
  • Produto ideal para limpar as embalagens dos produtos trazidos do supermercado, antes de guardá-los no seu armário (elas carregam sujeiras que você não vê) como por exemplo garrafas de bebida, frascos de vidro como geleias e conservas entre outros, embalagens tetra pack, pacotes de bolacha e de macarrão, e uma infinidade de outros itens. Borrife o produto num paninho de algodão limpo, e passe em toda a superfície da embalagem (uma sugestão é usar camisetas velhas de algodão e cor clara que acabaram apresentando um furo aqui outro ali – corte em quadrados e se você tem ótimos paninhos de limpeza).

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Lilian S. é profissional na área de idiomas e dona de casa. Gosta de encontrar variadas formas de fazer escolhas saudáveis e contribuir com o meio ambiente.

Melhores iniciativas públicas: lixo e reciclagem


O debate do EIMA 8 ( Encontro Ibero-americano sobre Desenvolvimento Sustentável ) focou na mudança de comportamento da população.

Nas palavras de Javier Maroto, prefeito de Victoria-Gasteiz, nomeada Cidade Verde Europeia 2012 por demonstrar estratégias e políticas aplicadas ao tema em uma população local de cerca de 250 mil habitantes:  “o grande desafio é fazer com que cada habitante se preocupe com a destinação dos resíduos de seu próprio consumo”.


Josep Maria Tost, diretor da Agência de Resíduos da Catalunha, dividiu com a plateia as políticas que também fizeram da gestão catalã um modelo de sustentabilidade. “Foram vinte anos trabalhando o tema, a partir de diretrizes e leis nacionais e da União Europeia. Não foi feito de um dia para o outro.” Segundo Tost, para sanar o problema das sacolas plásticas, “foram três anos de trabalho e muitos acordos para chegarmos em consensos. Negociamos com os fabricantes de sacolas plásticas, criamos mecanismos de controle que incluíram inspeções e multas”. O diretor acrescentou também que os valores arrecadados pelo “imposto verde” são revertidos para os programas de reciclagem dos municípios.


Assim, Tost sugeriu, “no Brasil não se deve ter pressa, mas aprender conjuntamente. Reciclar é uma das obrigações dos cidadãos do Século 21. Na Espanha, nossa motivação vem principalmente da geração de empregos e economia de matérias-primas”.


Acerca da Política Nacional de Resíduos Sólidos do Brasil (PNRS), Pedro Stech, diretor de Tecnologia Ambiental da empresa Estre, alertou sobre a importância da gestão integrada entre municípios. “A PNRS deu enfoque a um tema que antes ficava em segundo plano, entre pessoas sem conhecimento pleno do trabalho. Os resultados melhoraram, a gestão tornou-se um ponto importante e a iniciativa privada passou a ver grandes oportunidades.”


No Brasil, segundo Stech, “ainda vivemos a realidade dos lixões. O destino de muitos deles é desconhecido e o gerenciamento, inadequado”. Para ele, “existem dois marcos na Política Nacional: o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, que uniu a coleta seletiva, cooperativas e consórcios, oferecendo soluções conjuntas regionais, em regiões metropolitanas. Depois, vem o fato de que em 2014 os lixões serão proibidos no país. Isto gerará um novo ciclo de negócios na área”, acredita. Para Stech, “aterros controlados são formas de esconder o problema, sou contra. O mínimo que podemos aceitar são os aterros sanitários”, defendeu.


Da Ambilamp, organização dos produtores de lâmpadas, registrada pelo Ministério de Indústria, Comércio e Turismo da Espanha, falou o diretor-geral, Juan Carlos Enrique. “Hoje contamos com 148 empresas. A legislação intensificou-se entre 2002 e 2008, acerca da destinação de aparelhos elétricos e eletrônicos. Na Federação Europeia de Produtores de Lâmpadas há um rico intercâmbio de experiências. Na Espanha, montamos um sistema de tratamento específico para a reciclagem de mercúrio e compostos do pó fluorescente”, explicou Enrique. A Ambilamp pretende duplicar a quantidade de lâmpadas que serão recolhidas, entre 2011 e 2014.


Para Maria Cecília Loschiavo, titular da Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo, é fundamental uma revisão do conceito de design: “uma compreensão leiga privilegiou aspectos estéticos nas práticas industriais. A PNRS nos traz vitalidade para trabalharmos a ‘desbanalização’ do termo”. Ela defendeu que “viemos de uma história de escassez para a de abundância. No Século 21, o excesso de consumo torna necessário repensarmos nossos parâmetros e estilo de vida”.


Citando Guimarães Rosa, Loschiavo convocou os participantes para “uma conversa desarmada” em torno do bem comum: “o design deve servir à sustentabilidade, precisamos pensar cidades criativas, pontos de coleta com sistemas informatizados, oferecer educação e estímulo aos cidadãos por meio de cartilhas, guias e experiências. Todavia, estas por mais que sirvam enquanto referências, nem sempre poderão ser reaplicáveis”, ponderou.


Representando o Ministério do Meio Ambiente, o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Nabil Bonduki, ofereceu um panorama das iniciativas correntes para viabilização da PNRS, como uma “responsabilidade compartilhada”.

“Os municípios deverão entrosar planos estaduais e federais, ou então serão punidos. É essencial o apoio dos Estados para a regionalização das políticas intermunicipais. Economicamente, municípios com menos de 150 mil habitantes tornam-se inviáveis. Todos os Estados participam, por meio de 380 agrupamentos. Esta é a forma encontrada para levar a Política adiante”, explicou Bonduki.


No Chile, a política para resíduos sólidos também passa por aperfeiçoamento. Segundo a avaliação de Mayling Yuen, diretora de Metodologia da Fundação Casa da Paz, “é um trabalho de formigas, vamos de lugar em lugar. O processo se aprimorou a partir de 2008, com o plano de ação da Comissão Nacional do Meio Ambiente. Em 2009, criou-se o Santiago Recicla, estratégia de linha nacional”.


“Focamos no trabalho do reciclador, e tivemos que oferecer medidas como privatização da reciclagem para fomentar condições e poder avançar em processos de separação mecânica dos materiais e capacitação daqueles que coletam para reciclagem”, explicou Yuen.


Por fim, Helio Mattar, diretor do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, chamou atenção para o papel do consumidor, “que é o final e o início da questão” nos mecanismos de ação para a sustentabilidade dos resíduos sólidos. Segundo Mattar, “a solução só virá da conscientização dos consumidores, futuros multiplicadores de novos hábitos”. Mencionando a experiência do Akatu, Mattar compartilhou a dificuldade de provocar uma reação positiva nos consumidores.


 “Para retirar o consumidor da zona de conforto não existe mágica, é preciso mostrar o problema e o repertório de ações que existem. É importante dimensionar para o indivíduo o peso que ele tem na conta final do município. Podemos educar o consumidor por metodologias e dinâmicas, dar motivação para que ele possa agir, além de formar grupos de referência para o consumo consciente que tenham melhores parâmetros”, observou Mattar.


Fonte: Texto adaptado de Marília Arantes, da Envolverde

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